A cultura do espetáculo.

Precisamos ficar atentos porque estamos vivendo a cultura do espetáculo, e infelizmente estamos trazendo isso para nossa vida espiritual. “A adoração que nos dá adrenalina, “nas palavras de Tish H. Warren. Peterson chama essa busca de intensidade espiritual ” um mercado para experiência religiosa no nosso mundo, ” dirigido ao consumidor. Ele diz que “há pouca empolgação para a aquisição paciente da virtude, pouca inclinação para se submeter ao longo aprendizado no qual as gerações passadas de cristãos chamavam de santidade.”
Eu lembro do meu avô, quando eu era criança, sentado na varanda de sua casa, sempre nos mesmos horários, lendo a Bíblia. Isso era sagrado pra ele. Não tinha nada que o tirasse daquele lugar de completude e calma paciente. Fico surpreendida como sou resultado dessas raízes tão profundas em mim. Tive pouco contato com ele, pois ele partiu para o Senhor muito cedo…mas essas marcas estão em mim…
Infelizmente a religião do nosso tempo foi capturada por uma mentalidade turística… vamos às nossas igrejas e comunidades de fé, para ver uma nova personalidade, ouvir uma nova verdade, ter uma nova experiência…Então as pessoas não têm mais paciência de estudar um livro da Bíblia profundamente, fazer um devocional mais demorado no dia… A pressa nos consumiu , as distrações nos envolveram de tal modo, que é quase impossível resistir. Nossa fé vem sendo orientada pelo mercado das novidades, a experiência religiosa eufórica é enfatizada e muitas vezes, forçada mesmo…Nas palavras de Tish Warren,o foco de muitos cultos, não é o que nutre(a Palavra), mas a empolgação, a aventura…Quando na realidade, Deus quer nos encontrar na simplicidade do dia a dia, na nossa mesa de café, na hora em que arrumamos as crianças para a escola. A mulher Samaritana encontrou Jesus no poço. Nós podemos encontrá-lo ao colocar nossa roupa suja na máquina de lavar e ao dar banho no nosso bebê.
É claro que teremos momentos de êxtase espiritual. Quando eles acontecem, são realmente uma benção. Mas isso não pode ser o objeto central da espiritualidade cristã. É o alimento diário que nos nutre e faz nos chegar onde precisamos chegar.
Indicação de Livro: Liturgia do Ordinário, de Tish H. Warren. (compre aqui)

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