Alê Com Bíblia

O perigo de acreditar no que queremos…

O perigo de acreditar no que queremos...

Há um fenômeno humano antigo e recorrente: quando a antipatia se torna mais forte que o compromisso com a verdade. Nesse momento, a pessoa deixa de avaliar os fatos e passa apenas a validar narrativas que confirmem sua aversão.

A lógica é simples e perigosa. Se alguém já decidiu que não gosta de outra pessoa, qualquer acusação contra ela parece plausível. A evidência deixa de ser necessária. A suspeita basta. A mentira encontra terreno fértil porque o coração já está inclinado contra o acusado.

A Bíblia descreve bem esse mecanismo. Em Provérbios 18:8 lemos que “as palavras do mexeriqueiro são como petiscos saborosos”. A calúnia muitas vezes não é aceita porque é verdadeira, mas porque é apetitosa para quem deseja acreditar nela.

Foi assim com José diante dos irmãos, com Nabote diante de Jezabel, com Jeremias diante de seus acusadores e até com Jesus diante do Sinédrio. Quando a antipatia governa o coração, a verdade se torna secundária.
Endossar uma mentira por antipatia não é apenas um erro intelectual. É um erro moral. Quem repete uma calúnia sem buscar a verdade participa da injustiça que ela produz.

Por isso as Escrituras insistem tanto no mandamento:

“Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” (Êxodo 20:16)

A integridade exige uma disciplina rara: não acreditar em tudo que confirma nossos sentimentos.
A verdade precisa ser amada mesmo quando ela favorece alguém de quem não gostamos.

Fonte: JB Carvalho

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