Combatendo a ignorância…
Em 1647, a região de Massachusetts, atual Estados Unidos, publicou um decreto que hoje soaria bem estranho.
Todo povoado com mais de cinquenta famílias era obrigado a contratar e pagar um professor para ensinar as crianças locais.
A justificativa não deixava dúvidas.
O objetivo era combater a ignorância que, segundo o documento, satanás implantava nas pessoas, afastando-as do conhecimento das Sagradas Escrituras.
Foi esse medo específico que impulsionou algo muito maior do que salas de aula isoladas.
Deu origem a instituições de ensino superior que existem até hoje.
Harvard foi fundada em 1636.
William e Mary vieram depois, na Virgínia, em 1693.
Yale surgiu em 1701, em Connecticut.
Princeton, em 1746, em Nova Jersey.
A Universidade da Pensilvânia e a Universidade Columbia nasceram em 1754.
Brown University chegou em 1764, em Rhode Island.
O rigor não ficava só na fundação.
Em Yale, regulamentos de 1745 exigiam que os alunos lessem a Bíblia em grego e escrevessem em latim.
Jogos de baralho ou dados eram proibidos, sob pena de multa ou expulsão.
Foi esse medo do que se considerava obra do demônio que ajudou a formar uma das populações mais alfabetizadas do mundo naquela época.
Se o mesmo regulamento que proibia baralho em Yale também exigia grego e latim dos alunos, o que Massachusetts realmente temia mais: a ignorância bíblica ou o tempo livre que sobrava para o pecado?
Fonte: Eventos históricos

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