Jezabel…

Jezabel, o Arquétipo Parte I
Jezabel era filha de Etbaal, rei de Sidom e sacerdote de Astarote. Seu casamento com o rei Acabe institucionalizou o culto a Baal e Astarote em Israel. Sua ascensão não foi apenas uma mudança religiosa, mas uma transposição de culto, cultura, cosmovisão, e ecossistema pagão.
Durante mais de trinta anos, Jezabel exerceu influência direta no centro do poder. O efeito de sua apostasia atravessou gerações. Seu padrão deixou de ser apenas o comportamento de uma rainha má e tornou-se a marca estrutural de uma nação. A idolatria passou a ser política pública. Com isso a injustiça e imoralidade sequestraram a alma da nação.
Elias surge como o primeiro grande intérprete desse colapso. Ele denuncia o abandono dos mandamentos, a adoração aos baalins, a corrupção judicial e a perseguição religiosa. O fogo desce no Carmelo e os profetas de Baal caem. Mas o trono da injustiça permaneceu. O fogo do Carmelo não removeu Jezabel do palácio.
O avivamento não alterou a estrutura de poder. Assim descobrimos que milagres por si só não reformam sistemas.
Jezabel nasce em uma cultura onde política e idolatria são inseparáveis. Ela não distingue o altar dos deuses do trono do governo. Nenhuma cultura antiga, nem moderna acredita diferente disso. Tanto o comunismo como o nazismo são religiões políticas. O islamismo não é apenas uma religião, mas um sistema de governo com leis próprias, a sharia.
Cultura vem de culto, ela nasce do culto e é expressa pelo culto. A religião é que dá forma a cultura. Como diz Christopher Dawson:
“As grandes civilizações do mundo não produzem as grandes religiões como uma espécie de subproduto cultural; em um sentido muito real, as grandes religiões são os fundamentos sobre os quais repousam as grandes civilizações”.
Quando Jezabel chega a Israel, ela não adapta o seu sistema, mas o transplanta. Para isso precisava exterminar os profetas e acabar com o culto a YAHWEH. Em seu reino política e religião se misturam, e os símbolos da fé do Deus de Israel precisavam ser removidos para que sua revolução tivesse êxito.
Qualquer semelhança não é mera coincidência.
Fonte: Pastor JB
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