A indústria da mentira

A INDÚSTRIA DA MENTIRA
Algumas mentiras são cuidadosamente produzidas, financiadas e distribuídas para servir a certos interesses.
A primeira grande campanha organizada de desinformação da história cristã acontece na manhã da ressurreição.
Deram grande soma de dinheiro aos soldados, recomendando-lhes: Dizei que os discípulos vieram de noite e o roubaram enquanto dormíamos. Mt 28.12-13
O primeiro ataque ao cristianismo é uma narrativa.
Não apresentam provas, subornam testemunhas e financiam uma calúnia.
“Esta versão divulgou-se entre os judeus até o dia de hoje.” Mt 28.15
A mentira atravessou gerações. Foi sustentada porque havia pessoas interessadas em preservá-la.
Poucas décadas depois, Roma oferece outro exemplo. No ano 64 d.C., um enorme incêndio destrói parte da cidade. Muitos suspeitavam do imperador Nero. Os cristãos eram uma minoria impopular, sem influência política e facilmente transformados em inimigos públicos. A solução foi simples. O Estado precisava de um bode expiatório. A narrativa justificou uma das maiores perseguições da história.
Ao longo dos dois primeiros séculos, novos boatos surgiram. Espalhou-se que os cristãos praticavam canibalismo, praticavam incesto, sacrificavam crianças.
Justino Mártir, Atenágoras, Tertuliano e Minúcio Félix dedicaram páginas inteiras para responder acusações absurdas. Não eram críticas teológicas. Eram campanhas de difamação.
Na Idade Média, judeus foram acusados de sequestrar crianças cristãs para utilizar seu sangue em rituais religiosos. Era completamente falso. Esses boatos provocaram massacres inteiros.
No século XX, os regimes totalitários transformaram a mentira em política de Estado.
A propaganda nazista dizia que os judeus eram responsáveis pelos problemas econômicos da Alemanha. A repetição constante produziu uma ilusão coletiva. Joseph Goebbels compreendeu que uma mentira repetida milhões de vezes adquire aparência de verdade. O comunismo soviético aperfeiçoou o método. Apagava pessoas das fotografias. Reescrevia livros. Alterava documentos. Quem controlava a memória controlava a realidade.
Você precisa se perguntar se você mesmo não faz parte dessa indústria. Continua…
Pr. JB
Deixe um comentário